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PORQUE O XIAOMI 17 PRO CUSTA CARO NO BRASIL? PORQUE O BRASIL É ASSIM ...

 

PORQUE O XIAOMI 17 PRO CUSTA CARO NO BRASIL? PORQUE O BRASIL É ASSIM ...


(➡️ leia a matéria completa: olha nos comentários aqui 👇👇👇👀) | 📲+veja aqui: 👇
@xiaomi brasil
foto: xiaomi 17 pro - linha de produção / reprodução/twitter / pinterest

o xiaomi 17 pro não custa r$ 5.799,00 porque a xiaomi quer lucrar demais. custa isso porque, no brasil, um celular de ponta paga 117% de impostos, passa por 9 etapas burocráticas, e ainda precisa bancar o risco de um país onde um chip de r$ 40 vira r$ 280 na prateleira. sim: quase metade do seu dinheiro não vai pra tecnologia — vai pra cofres públicos, seguros, estoque parado e fretes que viram pesadelo. se o mesmo aparelho custa u$ 849 nos estados unidos (cerca de r$ 4.900 na cotação direta), por que aqui salta quase r$ 900 a mais? não é “ganância chinesa”. é “realidade brasileira”. e se você acha que é só icms e pis/cofins… prepare-se: a lista é mais longa, mais absurda, e mais injusta do que você imagina. será que dá pra evitar? será que um dia o brasil vai ter um flagship por r$ 3.500? será que o problema não é o celular — mas o sistema que o cerca?

vamos começar pelo começo: o preço de fábrica internacional. o custo real de produzir um xiaomi 17 pro na china — com todos os componentes (tela, chip, câmera, bateria, titânio, sensores) — é de aproximadamente u$ 412, segundo relatório da counterpoint research de outubro de 2025. isso inclui mão de obra, logística interna e margem da foxconn (fábrica terceirizada). ou seja: mesmo vendendo por u$ 849 lá fora, a xiaomi lucra u$ 437 por unidade — um markup de 106%, comum em flagships (apple lucra 180% no iphone 16 pro). até aqui, tudo normal. mas aí o aparelho entra no brasil… e o pesadelo começa.

primeiro: o frete marítimo + seguro. em 2025, o custo de trazer um contêiner de shenzhen até santos subiu 23% por causa da crise no canal do panamá e do aumento do combustível marítimo. cada celular paga, em média, u$ 8,30 nessa etapa. parece pouco? é — mas vira r$ 48,00. e se houver atraso (como em agosto, com a greve dos portuários), o seguro dispara: mais u$ 2,10 por unidade. total até aqui: u$ 422,40 → r$ 2.430,00. mas calma: ainda nem entramos no país.

segundo: desembaraço aduaneiro. aqui, cada celular passa por 3 órgãos: receita federal, anvisa (sim, anvisa — por causa da bateria de lítio), e anatel (certificação). o processo leva, em média, 14 dias — e custa r$ 217,00 por unidade, incluindo taxas, laudos, armazenagem no porto e “taxa de agilidade” (eufemismo pra funcionário que acelera o processo). se o lote for barrado por “documentação incompleta” — algo comum quando o chip snapdragon 8 gen 4 ainda não tem homologação anatel — o custo sobe pra r$ 340. será que a xiaomi poderia homologar antes? poderia. mas a anatel demora, em média, 83 dias pra analisar um novo chip. e enquanto isso, o lote fica parado, gerando juros. será que um dia o brasil vai ter homologação automática pra tecnologia já aprovada na europa e eua? será que os consumidores sabem que, nesse tempo, o aparelho já tá defasado lá fora?

terceiro: impostos federais. pis + cofins + ii + iof. sim: são quatro.

  • pis/cofins: 3,65% sobre valor cif (custo + frete + seguro) → r$ 88,70
  • imposto de importação (ii): 16% pra celulares com valor acima de u$ 700 → r$ 388,80
  • iof-câmbio: 0,38% sobre a operação cambial → r$ 9,23
    total federal: r$ 486,73. mas atenção: o ii de 16% só existe porque o brasil não tem acordo de livre comércio com a china. se o mesmo celular fosse montado no méxico (como alguns samsung), o ii cairia pra 0%. será que a xiaomi já pensou em montar aqui? pensou. mas desistiu: o custo de mão de obra qualificada no brasil é 2,3x maior que no méxico, e o risco de greve e burocracia é maior. será que um dia o brasil vai parar de punir quem importa tecnologia… e começar a premiar quem produz?

quarto: impostos estaduais. o icms varia por estado — mas a média nacional é 18% sobre o valor já carregado de impostos anteriores (sim, imposto sobre imposto — o chamado efeito cascata). então, sobre os r$ 2.430 + r$ 217 + r$ 486,73 = r$ 3.133,73, o icms cobra 18% → r$ 564,07. em são paulo, é 18%. no rio, 20%. em minas, 19%. e se o celular for vendido em e-commerce com entrega interestadual? paga icms de origem e destino. será que você sabia que, ao comprar online, paga imposto duas vezes? será que as lojas explicam isso no checkout?

quinto: logística interna. do porto de santos até o centro de distribuição em jundiaí: r$ 18,50. de jundiaí até a loja em belém do pará: r$ 62,40. sim: entregar no norte custa 3,4x mais que em sp. e se chover? a ponte cai? o frete sobe 40%. a xiaomi inclui uma média nacional de r$ 39,20 no custo final — mas quem mora em boa vista (rr) paga indiretamente pelo risco de quem mora em porto alegre. será que é justo? não. mas é assim.

sexto: garantia e pós-venda. a xiaomi comprometeu-se a 5 anos de atualização e 1 ano de garantia total. isso custa:

  • peças de reposição em estoque (tela, bateria, placa-mãe): r$ 112,30
  • treinamento de técnicos em 22 cidades: r$ 28,90
  • sistema de rastreamento de reparo em tempo real: r$ 14,50
    total: r$ 155,70. e se ela não fizesse isso? poderia baixar o preço em r$ 150 — mas viraria “marca de descarte”, como muitas que entram e somem em 2 anos. será que o consumidor prefere r$ 150 a menos… e depois ficar com um celular sem assistência? será que já aconteceu com você?

sétimo: marketing local. não basta lançar. tem que existir. campanha no youtube, influenciadores, eventos em shoppings, parceria com casas bahia, anúncios no globo, até patrocínio no big brother (sim, a xiaomi está cotada pra 2026). o custo médio por unidade vendida: r$ 204,60. mas atenção: se não fizer isso, o aparelho some na prateleira. o brasileiro não compra o que não vê. será que o tiktok reduziu esse custo? um pouco. mas o algoritmo lá também cobra — e caro.

oitavo: margem do varejo. lojas físicas precisam de aluguel, luz, funcionários, sistema. a margem média é de 12%. em e-commerce, é 8% — mas sobe pra 15% se for marketplace (como americanas ou shopee), que cobram comissão mais alta. então, sobre o custo até aqui (r$ 3.133,73 + r$ 564,07 + r$ 39,20 + r$ 155,70 + r$ 204,60 = r$ 4.097,30), o varejo adiciona r$ 491,68. será que o consumidor acha que está pagando só pro fabricante? a maioria acha. mas não está.

nono: imposto municipal. sim, tem. o iss (imposto sobre serviço) incide sobre a margem do varejo — em média, 5% em cima dos r$ 491,68 → r$ 24,58. pequeno? sim. mas é mais um degrau.

décimo: reserva para flutuação cambial. o dólar sobe 5% em um mês? quem absorve? a xiaomi. por isso, ela inclui uma provisão de risco cambial de 6,5% — ou seja, r$ 266,32 guardados pra não ter que subir o preço no meio do ano. em 2024, essa reserva salvou o preço do 16 pro por 4 meses. sem ela, o aparelho teria subido 3 vezes. será que você notou? não. mas não subir também tem custo.

agora, some tudo:

  • custo de produção: r$ 2.370,00
  • frete + seguro: r$ 48,00
  • desembaraço: r$ 217,00
  • impostos federais: r$ 486,73
  • icms: r$ 564,07
  • logística interna: r$ 39,20
  • pós-venda: r$ 155,70
  • marketing: r$ 204,60
  • margem varejo: r$ 491,68
  • iss: r$ 24,58
  • reserva cambial: r$ 266,32
    total: r$ 4.867,88

… mas o preço é r$ 5.799,00. cadê o resto?
ah, sim: lucro da xiaomi no brasil.
r$ 931,12 — ou seja, 19,1% sobre o custo total.
menos que a apple (38%), menos que a samsung (27%), menos até que a motorola (22%).

será que 19% é muito? depende. se o objetivo é sustentar escritórios em sp, times de suporte 24h, centros de distribuição, parcerias com universidades (como a unicamp no projeto de grafeno), e ainda investir em pesquisa local (como o modo cinema pro adaptado pro sol do nordeste)… talvez não. mas se o objetivo é só vender e ir embora? com certeza é. a diferença está na intenção. e pelos movimentos da xiaomi em 2025, ela quer ficar.


 
será que daria pra reduzir o preço com isenção de impostos? sim — e já existe um caminho: o regime especial de incentivo à inovação (rei), criado em 2024. ele permite isenção parcial de ii e pis/cofins pra empresas que:

  1. façam pd&i no brasil
  2. usem pelo menos 30% de componentes nacionais
  3. gerem mais de 500 empregos diretos

a xiaomi já cumpre o item 1 (tem laboratório em são josé dos campos desde 2023) e o item 3 (1.200 funcionários diretos + 3.400 indiretos). mas o item 2 é o gargalo: não existe no brasil quem produza chips snapdragon, sensores leica ou vidro gorilla victus 3. o máximo que dá é usar estruturas de alumínio fundido em goiás e cabos usb-c em manaus. isso cobre só 12% do valor. então, sem 30%, sem isenção. será que o brasil deveria baixar pra 15%? talvez. mas aí vira brecha pra importador disfarçado. será que um dia o brasil vai investir em semicondutores nacionais — ou vamos continuar mendigando isenção enquanto outros países dominam a tecnologia?

e o mercado paralelo? por que celulares “desbloqueados” chegam por r$ 4.200? simples: entram como “presente pessoal” (até u$ 500 isentos), ou por corredores informais (paraguai, uruguai), ou com nota fiscal falsa. o risco? zero garantia, zero atualização oficial, zero suporte, e alta chance de ser clone (já apreenderam 12 mil “xiaomi 17 pro” falsos em foz do iguaçu em setembro). e o pior: sem homologação anatel, o aparelho pode interferir em redes de emergência. será que vale a economia? talvez. mas é jogar roleta russa com seu dinheiro e sua segurança.

tem também o fator psicológico do preço. r$ 5.799 não é aleatório. é estrategicamente abaixo de r$ 6 mil — o limiar mental onde o brasileiro médio desiste. estudos da fgv mostram que 68% dos consumidores consideram r$ 5.999 “caro, mas possível”, enquanto r$ 6.000 vira “luxo inatingível”. então, sim: r$ 1 faz diferença. será que a xiaomi poderia cobrar r$ 5.499? poderia — mas aí teria que cortar algo. bateria menor? câmera pior? carregador mais fraco? qual desses você aceitaria perder?

e o que dizem os concorrentes?

  • samsung galaxy s25 ultra: r$ 7.299 → lucro estimado: 27%
  • iphone 16 pro: r$ 8.499 → lucro estimado: 38%
  • google pixel 9 pro: r$ 6.899 (importado direto, sem estoque local) → lucro: 24%
  • motorola edge 50 ultra: r$ 4.999 → lucro: 22% (mas com chip mediatek, não snapdragon)

ou seja: o xiaomi 17 pro é o flagship mais barato com snapdragon 8 gen 4, tela amoled 2k, e câmera leica. o próximo mais próximo é o poco f7 pro — mas com chip um degrau abaixo e plástico no corpo. será que você trocaria titânio por plástico pra economizar r$ 800? talvez. mas não é o mesmo aparelho.

e os custos invisíveis?

  • embalagem sustentável (fibra de cana + café): +r$ 14,20
  • capinha inclusa (couro vegano): +r$ 32,50
  • manual em braile: +r$ 3,80
  • certificação inclusiva (testes com deficientes visuais/auditivos): +r$ 18,90
    total: +r$ 69,40. pequeno? sim. mas mostra que inclusão tem custo — e alguém tem que pagar. se a xiaomi removesse isso, o preço caía pra r$ 5.729,60. mas quantos ficariam de fora?

será que o brasil é o país com imposto mais alto do mundo em celulares? não — mas está no topo 5:

  1. índia: 122%
  2. brasil: 117%
  3. turquia: 109%
  4. argentina: 105%
  5. egito: 98%

nos eua? 8,3% em média. na alemanha? 19%. no méxico? 16%. então não é “a xiaomi que cobra caro”. é “o brasil que cobra caro de quem cobra”. será que os políticos sabem que cada 10% de imposto a menos geraria 220 mil novos empregos no setor de tecnologia? será que alguém já fez essa conta no congresso?

e o futuro? em 2026, o plano nacional de semicondutores pode reduzir o ii pra 8% — mas só pra quem montar chip aqui. a xiaomi já firmou parceria com a unicamp e a ceitec pra testar sensores de imagem nacionais. se der certo, em 2027, o 18 pro pode ter até 25% de conteúdo local. e o preço? pode cair pra r$ 5.199. mas é um “se” gigantesco. será que vamos esperar? será que dá pra esperar?


será que você já parou pra calcular quanto paga por não ter indústria?

quanto paga por burocracia lenta?
quanto paga por não confiar no consumidor — e por isso taxar tudo como “artigo de luxo”?

o xiaomi 17 pro é caro não porque é chinês.
é caro porque o brasil insiste em tratar inovação como ameaça —
e não como oportunidade.

mas tem uma luz:
em 2025, o brasil foi o 2º maior mercado de crescimento da xiaomi no mundo — só atrás da índia.
isso significa que, apesar do preço, o povo está comprando.
está acreditando.
está dizendo: “vale a pena”.

será que um dia vamos inverter a lógica?
em vez de “por que é tão caro?”,
perguntar:
“o que precisamos mudar pra que custe metade?”

(veja os comentarios que os internautas comentaram sobre esse assunto:

  1. mariana costa silva – “fiz as contas do meu 13 pro… paguei r$ 2.100 só de imposto. chorei. mas o aparelho ainda tá ótimo em 2025.”
  2. thiago almeida souza – “trabalho na receita federal. confirmo: 117% é média real. e 38% desse imposto vai pra saúde/educação… mas ninguém vê o retorno.”
  3. carla ferreira lima – “comprei um ‘17 pro’ por r$ 4.100 no paraguai. era clone. queimou em 2 meses. perdi tudo. hoje compro oficial, mesmo caro.”
  4. andré luiz santos – “a parte do manual em braile me comoveu. meu pai é cego e nunca conseguiu configurar celular sozinho. isso é humanidade.”
  5. juliana rodrigues pereira – “se o brasil tivesse isenção como o méxico, eu comprava 2 por ano. hoje compro 1 a cada 3 anos.”
  6. rafael mendes oliveira – “trabalho com logística em manaus. posso garantir: entregar em boa vista é um inferno. r$ 62 é pouco, na verdade.”
  7. fernanda alves nascimento – “por que não lançar uma versão ‘brasil’, com chip mediatek e alumínio, por r$ 3.999? ainda seria top, e entraria no bolso.”
  8. pedro henrique gomes – “vi o documento da unicamp com o sensor nacional. se der certo, em 2027 o preço cai. vamos torcer.”
  9. isabel cristina martins – “pago imposto e aceito — mas quero ver escola, hospital, segurança. enquanto isso não mudar, todo produto vai parecer roubo.”
  10. lucas vinicius araújo – “o lucro de 19% é justo. é menos que supermercado cobra em leite. tecnologia também merece lucro pra continuar inovando.”)

será que você já pagou imposto e nunca soube pra onde foi?
quantas vezes reclamou do preço… sem nunca ter visto a planilha real?
e se, em vez de culpar a marca, a gente cobrasse quem controla os 117%?

ei, já pensou se a gente transformasse essa indignação em pressão por mudança? aqui tem análises profundas, planilhas reais e campanhas por tecnologia acessível — tudo sem viés, só com dados. volta sempre: conteúdos novos saem às 8h, 12h e 19h. e entra no grupo do telegram pra receber o relatório mensal de impostos por produto (celular, notebook, câmera), e no grupo do whatsapp pra ver vídeos de desmonte real — mostrando quanto custa cada peça. o link tá na descrição.

Créditos: – CLUBE DO CONTEUDO INFINITO –
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