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ELE CRIOU O JOGO MAIS JOGADO E NÃO GANHOU NADA Alexey pajitnov

 


tem história que começa com um homem, um computador velho e uma ideia simples — e termina com bilhões de pessoas girando blocos no celular, sem nunca saberem que, por 12 anos, o criador não viu um centavo.

você já parou pra pensar quantas vezes você jogou tetris? no nokia 3310, no game boy, no celular android, no tiktok game, no refrigerador inteligente da samsung? mais de 500 milhões de cópias vendidas. mais de 170 países. mais de 200 milhões de downloads só no mobile. e por trás disso tudo, um homem: alexey pajitnov, matemático russo de 38 anos, funcionário do centro de pesquisa dorodnitsyn, em moscou — um instituto ligado diretamente à academia de ciências da urss.

era 1984. a cortina de ferro ainda estava erguida. computadores eram raros, caros, feitos de válvulas e sonhos. e num laboratório cinza, com um elektronika 60 (um terminal que parecia máquina de escrever com crise existencial), pajitnov começou a brincar com formas geométricas inspiradas num jogo de tabuleiro chamado pentominós. ele queria algo que treinasse o cérebro — não para guerra, não para propaganda, mas para pura satisfação lógica. em poucos dias, nasceu o tetris: tetra (quatro) + tênis (do grego tetra, forma) — um nome simples, como a ideia.

mas aqui começa a parte que ninguém conta nas capas de revista: na urss, tudo criado por funcionário público pertencia automaticamente ao estado. não havia contrato, não havia cláusula, não havia advogado. era lei: se você inventasse algo dentro de um instituto estatal — até um bolo novo na cantina —, o mérito era coletivo. e o lucro? todo do partido.

assim, em 1986, quando o tetris vazou para estudantes húngaros, depois para a europa, depois para o japão — e finalmente virou febre mundial no game boy da nintendo —, pajitnov só soube disso… lendo jornal. ele não assinou licença. não negociou royalties. não escolheu a música de fundo (aquele tema tão marcante, aliás, é uma canção folclórica russa chamada korobeiniki — e nem isso ele escolheu).

será que você sabe quanto ele recebeu nos primeiros 12 anos? zero. nem um rublo. nem um dólar. nem um vale-refeição. enquanto empresas como a nintendo, a atari e a spectravideo lucraram centenas de milhões, pajitnov continuava no mesmo laboratório, ganhando salário fixo de cientista — cerca de US$ 150 por mês —, ensinando programação a jovens que, ironicamente, já jogavam seu jogo nos fliperamas clandestinos de leningrado.

quantas vezes você ouviu “o criador de tetris ficou rico”? mentira. a verdade é outra: ele foi esquecido. enquanto executivos brindavam em tokyo com champanhe, ele voltava pra casa de metrô, carregando pastas, sem poder patentear sequer o nome do filho. porque, naquele sistema, criatividade não era propriedade — era dever.

você já imaginou como é ver seu nome impresso na capa de um jogo vendido no mundo inteiro — e saber que, legalmente, você não tem direito a nada? pajitnov não reclamava. dizia: “foi feito para o povo. o povo está jogando. já está bom.” mas por trás dessa calma, havia frustração. em entrevista anos depois, ele confessou: “eu via meu jogo em tudo. até no relógio de pulso do meu chefe. mas não podia dizer ‘esse sou eu’ sem parecer arrogante.”

será que o fim da urss mudou tudo? sim — mas devagar. só em 1991, com a dissolução da união soviética, é que um advogado americano chamado henk rogers (o mesmo que negociou o tetris para o game boy) conseguiu, por meio de pressão diplomática e uma brecha jurídica, fazer o novo governo russo devolver os direitos originais a pajitnov — não como herói nacional, mas como cidadão comum reivindicando o que era seu.

em 1996, finalmente, nasceu a tetris company — com pajitnov e rogers como sócios. e aí, sim, os royalties começaram a chegar. mas pense bem: em 1996, tetris já tinha 12 anos de história, mais de 30 milhões de cópias vendidas, e estava presente em 9 de cada 10 consoles do planeta. tudo isso, sem um centavo no bolso do criador.

quantos jogos você conhece que sobreviveram a regimes, guerras frias e mudanças tecnológicas? tetris é mais que jogo. é resiliência em forma de blocos. e pajitnov, mais que criador, é símbolo de uma pergunta que ainda ecoa hoje: quem realmente se beneficia da criatividade alheia?

você já se perguntou por que tetris nunca envelhece? porque não depende de gráfico, de história, de personagem. depende de ritmo humano — da mesma satisfação que sentimos ao organizar a geladeira, ao encaixar malas no porta-malas, ao alinhar livros na estante. é jogo que fala com o cérebro reptiliano: ordem no caos. e foi criado por um homem que vivia num mundo de caos ideológico — mas escolheu fazer ordem, mesmo sem crédito.

será que, hoje, com nft, com direitos autorais digitais, isso ainda poderia acontecer? sim. acontece. todo dia. jovens criam memórias virais, músicas que explodem, jogos que viralizam — e perdem os direitos por um contrato de três linhas assinado sem ler. a história de pajitnov não é passado. é alerta.

quantas vezes você clicou em “concordo com os termos” sem ler? e se, naquele clique, você estivesse entregando não só seus dados — mas sua próxima grande ideia?

você já pensou que talvez o maior legado de tetris não seja o entretenimento — mas a prova de que criatividade não morre, mesmo quando o sistema tenta enterrá-la? pajitnov não teve lucro. mas teve algo mais raro: persistence. ele continuou programando. continuou ensinando. continuou acreditando que ideias boas, cedo ou tarde, encontram seu caminho — mesmo que levem 12 anos.

e hoje, aos 79 anos, ele vive em seattle, dá palestras pelo mundo, e sempre termina assim:

“tetris não foi feito para ganhar dinheiro. foi feito para fazer você esquecer o tempo. e nisso… eu tive sucesso desde o primeiro bloco.”

agora vem o veredito! de 0 a 10 qual seria a sua nota para essa história de um homem que criou a diversão de bilhões — e escolheu sorrir, mesmo sem ver um centavo? qual a sua nota de 0 a 10?

ei, já pensou se você perdesse essa chance de saber mais sobre isso? aqui eu posto conteúdos novos todos os dias, sempre às 8 horas da manhã, ao meio dia, e às sete horas da noite, volte sempre todos os dias para ver conteúdo novo aqui.

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